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Angola reforça empenhamento no desenvolvimento das TIC

A República de Angola está a marcar novamente presença na Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento das Nações Unidas ( UN-CSTD ), órgão subsidiário do Conselho Económico e Social (ECOSOC), que fornece orientações sobre as políticas globais e nacionais no domínio da tecnologia de informação, reunida na sua XVI Sessão em Genebra ( Suiça ).

Mais uma vez, o Governo de Angola através do Secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Prof. Pedro Sebastião Teta, reforçou os compromissos assumidos e os progressos alcançados pelo Executivo na área da Tecnologia de Informação de acordo com o Plano de Acção para a Sociedade de Informação, apresentado em 2005 durante a Cimeira Mundial da Sociedade de Informação e cuja concretização tem merecido os maiores elogios no alargado panorama internacional.

Na intervenção efectuada no início da semana, Pedro Sebastião Teta, sublinhou a importância de promover a disponibilização das tecnologias de informação ao mais alto nível de infraestruturas ao mesmo tempo que desenvolve o conhecimento sobre a utilização dessas mesmas tecnologias ao nível da população angolana e de forma descentralizada.

O Secretário de Estado explicou que entre os seus principais objectivos está a criação e o desenvolvimento de uma governação electrónica mas também a melhoria das infraestruturas da administração pública existentes, o aumento da formação das TIC para jovens, o incentivo ao investimento de empresas internacionais em Angola e à transferência de conhecimento a técnicos angolanos que potencie a implementação e gestão de uma indústria nacional das TIC.

Para atingir estes objectivos, o Governo angolano, através do Ministério das Telecomunicações, iniciou a construção do projecto de infraestrutura do primeiro campus tecnológico situado em Camama, cujos dois primeiros centros de dados e processamento ( datacenters ) foram já inaugurados em 2012, estando planeado o início de construção do terceiro que para além de aumentar a capacidade instalada permitirá aumentar os níveis de redundância dos sistemas já existentes.

Neste campus tecnológico poderão e deverão colaborar empresas e meio académico, investindo numa cultura de investigação, atracção e retenção de talentos nacionais, «ao mesmo tempo que as infraestruturas fornecerão serviços a todos os sectores de actividade pública e privada».

No quadro das necessidades nacionais foi reforçada a intenção de Angola em não cingir as infraestruturas, tecnológicas e de conhecimento, à capital do país, mas sim a todas as regiões importantes do território descentralizado e levando um relevante desenvolvimento a nível local. «É também uma prioridade do Governo», afirmou Pedro Sebastião Teta que simultaneamente informou que já de há cinco anos a esta parte se iniciou a instalação de redes estruturadas de fibra óptica em todo o País enquanto são crescentemente lançadas bibliotecas multimédias, designadas por Mediatecas, que a prazo cobrirão uma significativa parte do território ao serviço do conhecimento e formação da população.

Em relação à educação, Pedro Teta relembrou o percurso iniciado pela República de Angola desde a chegada da paz em 2002, com um investimento a todos os níveis que permitiu passar de 30 mil para mais de 120 mil estudantes no ensino superior com um número de instituições nesta natureza de duas para vinte e duas, numa abordagem de mitigação das fragilidades no domínio do capital humano.

A XVI Sessão da Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento das Nações Unidas deverá terminar no final da semana vendo debatidas àreas como a ciência, tecnologia e inovação para as cidades sustentáveis e comunidades peri-urbanas e Internet de banda larga para uma sociedade digital inclusiva.

Fontes de informação: ANGOP e Gabinete do Secretário de Estado.

 
 

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